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dermatologia

Saiba Mais Sobre as Principais Lesões e Procedimentos.

Sarna Demodecica

A Demodicidose Canina é uma dermatopatia parasitária inflamatória, caracterizada pela superpopulação de ácaros comensais denominados Demodex Canis. Acometendo principalmente animais jovens, com menos de um ano de idade e com menor frequência animais idosos (Scott, et al.1996; Paradis, 2000, Chhabra, 2004). A doença é mais frequente em cães de raça de pêlo curto como Basset Hound, Beagle, Boston Terrier, Boxer, Bulldog Inglês, Dachshund entre outras e ocorre regularmente em animais de pelagem longa como pastores alemão, Cocker Spaniel, Collie, Maltês, Shih-Tzu e Ihasa Apso.(Scott, et al.1996; Delayte, 2002). É transmitido aos filhotes nas primeiras horas de vida extra-uterina, a partir da pele das fêmeas, portadoras sãs, portadoras-convalescentes ou doentes, durante o aleitamento e o parto por cesariana. A Demodicidose se caracteriza por lesões alopécicas, hiperpigmentadas e/ou eritematosas, descamativas, crostas hemorrágicas e/ou melicéricas, pápulas, pústulas e comedos. o edema, também pode ser observado nos casos mais graves, assim como lesões exulceradas podendo ter piodemite secundaria por proliferação do Staphylococcus Intermedius. O diagnóstico é realizado pelo exame parasitológico de raspado cutâneo (EPRC), sendo de fácil execução, simples e de baixo custo.

Adenite Sebacea

Trata-se de uma dermatopatia incomum associada à um processo imunológico inflamatório que resulta na destruição da glândula sebácea. Sua etiologia e patogenia ainda não estão bem definidas. Os achados clínicos ocorrem primariamente em cães adultos de meia idade e não há predisposição sexual, as raças mais acometidas são poodles standard, akitas, vizlas e samoiedas. O diagnóstico presuntivo é estabelecido pelo exame clínico e deve ser feito diagnóstico diferencial com demodicidose, dermatofitose, endocrinopatias, seborréia e foliculite bacteriana. O diagnóstico definitivo é feito pelo exame histopatológico, onde as alterações variam de acordo com a cronicidade da doença.

Dermatites Alérgicas

A dermatite atópica canina é uma doença hereditária classificada como reação de hipersensibilidade do tipo I. A dermatite atópica é a segunda dermatite alérgica mais comum no Brasil e em países sem ectoparasitas é a dermatite alérgica mais comum. Os alérgenos ambientais envolvidos são bolores, polens de árvore, ervas e gramas, ácaros da poeira doméstica, escamas de animais, fragmentos de insetos. As raças predispostas são: Shar Pei, West Highland White Terriers, Terrier Escocês, Lhasa Apso, Fox Terriers De Pêlo Duro, Dálmatas, Pugs, Setter Irlandês, Golden Retriever, Cocker Spaniel, Buldogue Inglês, Boxer, Setter Ingleses, Akita, Schnauzer Miniature e também em animais sem raça definida devido á predisposição genética (Scott, 1996; Tilley, 2003). O diagnóstico baseia-se em historia clínica, exame físico, eliminação ou controle de doenças concomitantes. (Scott, 1996; Tilley, 2003) O controle da dermatite atópica pode ser feito com administração de medicamentos.

Principais doenças alérgicas da pele:
As doenças imunomediadas alérgica de pele apresentam como principal sintoma o prurido, para diferenciar as dermatites alérgicas principais (dermatite alérgica a picada de pulga, hipersensibilidade alimentar e atopia) é necessário a compreensão e paciência do proprietário e conhecimento do médico veterinário. Como as três dermatites alérgicas não possuem exames laboratoriais específicos, não há predisposição etária, sexuais ou raciais, portanto, é necessário fazer o diagnóstico definitivo por exclusão, ou seja, para diagnosticar a atopia necessitamos descartar a dermatite alérgica a picada de pulgas (pode ser de outros insentos como carrapato) aplicando produtos com efeitos “know-down” a cada 15 dias por 45 dias, sem resultados satisfatórios passamos para a dieta de eliminação (caseira ou industrial) por mais 45 dias sem resultados satisfatórios temos um animal atópico. necessitando agora de um tratamento controle e não de cura. (Lucas, 2005). Conforme a tabela abaixo.

  • Os sintomas podem ser sazonal ou não sazonal, conforme os alérgenos envolvidos. Cerca de 80% dos cães atópicos são não sazonais. (Scott, 1996).
  • O principal sintoma é o prurido intenso podendo acarretar em lesões ou não. (Scott, 1996; Ettinger, 1997).
  • As lesões secundárias ao prurido são representadas por alopecia parcial ou completa, eritema, pápulas, pústulas, edema, liquenificação e hiperpigmentação. As regiões envolvidas são: perioculares, perilabial, interdigitais, inguinal, axila, extremidades distais, perianal e orelha (Scott, 1996, Ettinger, 1997, Mueller, 2003).
  • Segundo Olivry em 2001, as áreas mais comumente afetadas são 5: face, patas, pontos de fricção e superfície das dobras.
  • O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico, eliminação ou controle de outras doenças concomitantes além dos testes alérgicos intradérmicos e os sorológicos e histopatologia (Scott, 1996).
  • Segundo Scott, et. al, 2001 “… deve ser enfatizado que os testes laboratoriais nunca devem substituir uma anamnese cautelosa, um meticuloso exame físico e a completa eliminação dos demais diagnósticos. Devido a pouca especificidade dos testes in vitro, eles não devem ser utilizados para o diagnóstico da atopia ...”
Resumindo existem:
  • Dermatite alérgica a picada de ectoparasitas;
  • Hipersensibilidade alimentar;
  • Dermatite atópica.